Aqui vivemos na urgência da
verdade
Buscamos o modo de dizer as coisas
Ardemos no instante em que as palavras
Nos saem da boca
Somos o silvo equidistante das lágrimas
No ardor dos nossos dias
Encontramos o impensável
A hora tardia...a voz
No canto das aves lembramos
O aroma do amanhecer
Somos sossegados dias
Passeando pelo regaço das ilhas
Breves velas de barcos acesos
Que ondulam na distância
Onde está o acidulado dos teus lábios
De onde vem o verão
Que nos chega da deriva dos tempos
Como uma música ansiosa
Descendo da tua cintura
Cobrindo-me de beijos.