Ondulante abelha
Sentes o sabor adocicado da romã
Recordas a delicadeza de um abraço
Ouço-te esbracejar na teia esquecida
Canto salgado de harpa nua
Adormeces dentro de um pensamento
És o intervalo inclinado do silêncio
Tens a magnifica fadiga de uma ternura etérea
Caminhas impoluta e bela
Sobre todos os meus desassossegos
Minha incerta flor de aloendro
Meu barco desamparado
Esqueço-me que dos teus olhos saem os meus
E mesmo assim…
Sento-me na pedra lisa do poente
E vejo-te como um brilho ferido
Enquanto de longe…chega o verão...
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